sábado, 21 de maio de 2011

China pede que próximo chefe do FMI seja de país emergente

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Sede do FMI, Washington - DC, Estados Unidos.
Imagem/fonte: Wikimedia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Jiang Yu, pediu nesta quinta-feira (19) que o próximo chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional) venha de um país emergente, depois da renúncia do francês Dominique Strauss-Kahn, acusado de tentativa de estupro.

- Acreditamos que os países emergentes e em desenvolvimento deveriam ter representação nos níveis superiores (...) Sempre achamos que o FMI deve continuar a reforma de sua estrutura e gestão e que a escolha de seu líder máximo se baseie no princípio da justiça, transparência e méritos.

Segundo Yu, o governo chinês está "prestando muita atenção" no desenvolvimento dos acontecimentos.

Strauss-Kahn foi detido no domingo (15) em Nova York acusado de tentar violentar uma camareira de um hotel. Os países emergentes tentam nos últimos anos ter mais representatividade no FMI, inclusive antes do escândalo envolvendo o nome de Strauss-Kahn, e nos últimos dias a imprensa chinesa especula que o chinês Zhu Min, conselheiro especial do ex-diretor do FMI, possa sucedê-lo.

Zhu foi vice-governador do Banco Popular da China (banco central chinês) e durante seis anos trabalhou para o Banco Mundial, antes de assumir seu atual posto no FMI no ano passado. Outro dos nomes asiáticos ventilados é o do governador do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, embora a porta-voz da Chancelaria chinesa tenha evitado mencionar possíveis candidatos.

Brasil

Quarta (18), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que as discussões em torno da sucessão no comando do FMI contemplem o cenário atual de maior participação dos países emergentes nas questões de relevância mundial.

Em carta aos membros do G20, Mantega elogiou o atual diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn, que está preso nos Estados Unidos acusado de abuso sexual, e afirmou que a escolha por um substituto não deve ter a nacionalidade como parâmetro.

O FMI e o Banco Mundial foram criados em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Uma espécie de acordo de cavalheiros rege a chefia de ambas as instituições: segundo uma regra não escrita, um europeu sempre estaria à frente do Fundo, enquanto o Banco Mundial seria sempre encabeçado por um americano (o atual presidente do Banco Mundial é o americano Robert Zoellick).

No ano passado, a participação do Brasil nas cotas do Fundo passou a 2,32% - contra 1,38% até 2008, quando o Fundo passou por uma reforma. Mantega (que ocupava a pasta da Fazenda no governo Lula) disse à época que o Brasil passava a ter um papel de protagonista nas decisões do Fundo.

De acordo com o ministro, os dez países com maiores cotas no fundo são: EUA, Japão, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Brasil, Rússia, Índia e China.

Fonte: R7.com (da Agência Efe).

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